quinta-feira, 7 de junho de 2012

ANÁLISE: Linkin Park - BURN IT DOWN

BURN IT DOWN é o primeiro Single do novo álbum da banda californiana Linkin Park.

O novo álbum, intitulado Living Things, é o quinto álbum de estúdio da banda, que pretende voltar as suas raízes com a fórmula que foi usada em seu primeiro álbum, Hybrid Theory, mesclando os diferentes gostos musicais dos integrantes.
A banda prometeu trazer elementos de todos os 4 álbuns que lançou e esse primeiro single já mostra essa promessa na prática.

Diferente do trabalho anterior, A Thousand Suns, a música BURN IT DOWN mostra um som mais familiar para os fãs da banda e abandonam o experimentalismo, com efeitos eletrônicos que lembram dois dos maiores hits do Linkin Park, Crawling e Numb, uma guitarra base simples presente no refrão da música e uma letra grudenta aliada aos potentes vocais de Chester Bennington, a música escolhida para primeiro single foi uma boa opção.

Com uma fórmula que remete as músicas antigas do LP, até mesmo Mike Shinoda volta a ''rappear'' com estilo antigo, sempre em constraste com a poderosa voz de Chester, o que não era feito a algum tempo nos CDs do Linkin Park (Mike havia testado o canto em diversas músicas do disco A Thousand Suns e utilizou o rap de uma maneira diferente do que nos CDs mais antigos).
Com a classe de sempre, apesar de ser por pouco tempo, Mike Shinoda apresenta um bom rap, no bridge e no final da música, e toca teclado durante em quase todo o resto dela - o que dá um gostinho do que podemos esperar dele no resto do CD.
Chester, assim como sempre, apresenta uma voz impecável, numa melodia que lembra as músicas do Minutes to Midnight e, apesar de não utilizar letra densa nem política como as do álbum anterior, ainda mantém a qualidade das letras dos álbuns anteriores e deixa o significado da letra em aberto para livre interpretação dos fãs.

O instrumental, porém, fica um pouco aquém daquilo esperado pelos fãs dos trabalhos mais novos da banda, a guitarra é bem simplista, com apenas 2 acordes na música toda, e os sintetizadores apesar de bem marcantes também são simples e se repetem pela música toda.
A bateria é misturada com a bateria eletrônica e acaba a ter um efeito bacana, mas que pode se tornar repetitivo se você prestar atenção apenas nela.
O baixo é quase imperceptível durante a música, ao contrário de músicas de discos anteriores como Given Up e The Catalyst em que o instrumento estava bem marcante, nesta música ele passa quase que despercebido com tantos outros sons ao mesmo tempo.
Algo curioso é que Brad Delson, o guitarrista da banda, toca teclados no momento em que Mike Shinoda começa o Rap, mostrando o lado que o guitarrista pretende seguir desde o CD anterior, transformando-se em mais um multi-instrumentista da banda.

Apesar da simplicidade instrumental, BURN IT DOWN não chega a ser ruim, apenas não tem a complexidade instrumental dos últimos dois álbuns, e lembra muito mais a simplicidade de músicas como Numb e Breaking The Habbit, em que o foco maior é a melodia principal e não os instrumentos.
Para aqueles que esperam solos de guitarra como da música What i've Done ou um instrumental um pouco mais variado e complexo como Waiting for The End, a música pode ser um pouco simples demais.

Apesar disso, BURN IT DOWN tem um ''Q'' de Numb, e, pelo refrão marcante e os vocais que nunca decepcionam, pode se tornar o novo hit da banda.
A banda vem investindo pesado no marketing da música e anda tocando em diversos programas de TV.
Também já está sendo tocado no setlist da banda e está agradando o público em geral, que anda até cantando a música recém lançada como se ja fosse sucesso.
Por isso, apesar da simplicidade, a música pode cair no gosto do público e virar mais um dos hinos da banda.

É esperar pra ver o novo álbum, e ver que tipos de música o Linkin Park criará com os elementos dos álbuns anteriores.

Nota: 7.5/10


Música boa, vale a pena ouvir, porém pode ser simples demais se você procura um instrumental mais trabalhado.

Abaixo podemos ver o clipe da música que foi dirigido novamente pelo DJ da banda, Joe Hahn, e mostra todos os efeitos já presentes nos clipes do álbum anterior, como slow motion e efeitos visuais muito bem trabalhados.


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